O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apresenta, em seu plano de governo para um eventual novo mandato, propostas de continuidade e ampliação de políticas adotadas durante a atual gestão. Entre as medidas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, a manutenção da política de valorização do salário mínimo acima da inflação, investimentos em defesa nacional e a ampliação do programa Farmácia Popular.
Saúde
Na área da saúde, o programa prevê investimentos em diagnóstico e tratamento do câncer, com a utilização de técnicas e equipamentos modernos e a atualização de medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos. A campanha afirma que pretende criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”.
O plano também propõe ampliar o Farmácia Popular, criado em 2004, com a inclusão de exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas. Entre os exemplos citados estão hipertensão arterial e diabetes.
Segurança pública
Uma das propostas apresentadas é a criação do Ministério da Segurança Pública. Segundo o plano, a nova pasta seria responsável por coordenar, em articulação com estados e municípios, a execução das políticas nacionais de segurança pública.
A proposta também prevê ampliar a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado. Entre as ações citadas estão o combate ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos, o enfraquecimento financeiro de organizações criminosas e milícias e o fortalecimento da segurança nos presídios.
O programa prevê ainda dar continuidade ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado pelo governo em maio de 2026.
Educação
Na educação, o plano prevê ampliar os investimentos nos institutos federais de educação técnica e tecnológica. A proposta é expandir a rede com prioridade para a interiorização, regiões com baixa oferta de cursos técnicos, periferias urbanas e áreas consideradas vazios educacionais.
O documento também prevê ampliar a cobertura de creches, investir no ensino integral e aumentar as oportunidades de formação técnica e de acesso ao ensino superior.
Economia
Na área econômica, o plano prevê isenção de impostos para a cesta básica e a continuidade da política de valorização do salário mínimo. O documento estabelece como diretriz manter a inflação sob controle e garantir crescimento da renda real da população acima do custo de vida.
Para a indústria, a proposta é fortalecer o processo de neoindustrialização, com foco em inovação, inteligência artificial, minerais críticos e outros setores considerados estratégicos.
Combate à corrupção
As propostas de combate à corrupção incluem a continuidade do Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, com medidas de prevenção e responsabilização.
O programa também prevê o aprimoramento das políticas de transparência. Entre as propostas está a utilização de dados abertos e inteligência artificial no Portal da Transparência.
Soberania e defesa
O plano de governo também prevê medidas relacionadas à soberania nacional. Entre elas estão a proteção das fronteiras, o fortalecimento da Base Industrial e Tecnológica de Defesa e investimentos para equipar as Forças Armadas.
O documento também propõe o fortalecimento da Inteligência de Estado para enfrentar ameaças geopolíticas, tecnológicas, cibernéticas e relacionadas ao crime organizado transnacional.
Segundo o plano, a atividade de inteligência deverá ser exercida em caráter civil, subordinada ao Estado Democrático de Direito, à neutralidade político-partidária, aos direitos fundamentais e ao controle democrático.
Política externa
Na política externa, o programa estabelece como prioridade a integração da América do Sul e a afirmação da região como zona de paz.
O Mercosul também aparece entre as prioridades. O plano propõe consolidar o bloco como plataforma de integração econômica, produtiva, política e social da América do Sul.
Veja a íntegra do documento: Plano de governo Luiz Inácio Lula da Silva





