Um morador de Extrema compareceu espontaneamente à 1ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nesta quarta-feira (22), para registrar uma denúncia relatando uma suposta abordagem abusiva realizada por policiais militares no município.
Conforme o Termo de Declarações, o denunciante informou que os fatos ocorreram no dia anterior, por volta das 12h, na Estrada Vereador Lamartine José de Oliveira, nas proximidades do Armazém Bertolotti.
Segundo o relato prestado ao Ministério Público, ele conduzia uma motocicleta Honda Pop 110i, de cor branca, acompanhado de um funcionário. O objetivo seria buscar a motocicleta de um cliente para prestação de serviços de lava-rápido.
Ainda de acordo com a declaração, ao passar pelo Armazém Bertolotti, o denunciante observou uma viatura da Polícia Militar estacionada no local, no sentido centro da cidade. Após seguir em direção ao bairro Roseira, percebeu que a viatura realizou o retorno e passou a acompanhá-los.
O documento relata que os policiais determinaram que a motocicleta parasse no acostamento, sob a ameaça de que, caso a ordem não fosse obedecida, efetuariam disparos contra o veículo. Diante da situação, ambos pararam no acostamento da via.
Na sequência, conforme consta no termo, um policial teria desembarcado da viatura e ordenado que os dois ocupantes da motocicleta se ajoelhassem no chão. O denunciante afirma que, antes mesmo da solicitação de qualquer documento pessoal, outro policial iniciou o procedimento de algemamento.
O depoimento também registra que os policiais recolheram os aparelhos celulares dos abordados e os desligaram, impedindo, segundo o denunciante, qualquer contato com familiares ou com sua advogada.
Ainda conforme a declaração apresentada ao Ministério Público, durante a tentativa de algemamento, um dos policiais teria encontrado dificuldade para realizar o procedimento. Nesse momento, outro policial teria desferido um chute que atingiu o braço do denunciante.
Após o ocorrido, o denunciante relata que foi colocado no compartimento traseiro da viatura, onde permaneceu até a chegada de um guincho.
O caso foi formalmente registrado junto ao Ministério Público de Minas Gerais, que poderá analisar os fatos narrados e adotar as providências que entender cabíveis.
Importante: As informações acima são baseadas no conteúdo do Termo de Declarações apresentado ao Ministério Público e representam exclusivamente a versão do denunciante. Os fatos ainda deverão ser apurados pelas autoridades competentes, sendo assegurados à Polícia Militar e aos policiais envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa.





