A partir de 1º de julho, o distrito turístico de Monte Verde, em Camanducaia (MG), passará a cobrar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de visitantes que entrarem com veículos no local. A medida foi regulamentada pela Prefeitura de Camanducaia e será aplicada de forma eletrônica, sem cancelas ou necessidade de parada na entrada do distrito.
O sistema utiliza leitura automática de placas (OCR), que identifica a entrada dos veículos e registra informações como categoria, horário e placa. A cobrança será gerada em plataforma digital, onde o pagamento poderá ser realizado posteriormente por meio de site ou aplicativo oficial indicado pelo município.
De acordo com a administração municipal, a TPA tem como objetivo equilibrar o crescimento do turismo com a preservação ambiental e a manutenção da infraestrutura local, especialmente em períodos de alta temporada, quando o distrito recebe grande fluxo de visitantes.
Os valores variam conforme o tipo de veículo. Para motocicletas, a taxa será de R$ 4,60 por dia. Para carros de passeio, o valor é de R$ 9,20. Veículos utilitários pagarão R$ 13,80. Já vans e excursões terão cobrança de R$ 32,20, micro-ônibus e caminhões de R$ 46,00, e ônibus de R$ 73,60, conforme tabela prevista em decreto municipal.
Segundo a prefeitura, toda a arrecadação será aplicada no próprio distrito, com investimentos em limpeza urbana, gestão de resíduos sólidos, preservação ambiental, manutenção de áreas verdes e melhorias na infraestrutura turística. Entre os espaços beneficiados estão trilhas ecológicas e áreas de visitação, como o Parque do Cadete.
A legislação prevê isenção para moradores de Monte Verde e de Camanducaia, além de cidades vizinhas como Extrema, Cambuí e Itapeva. Também estão isentos veículos oficiais e prestadores de serviço cadastrados. Outras categorias poderão solicitar isenção mediante cadastro prévio em sistema digital ou atendimento presencial.
O sistema permitirá ao usuário consultar entradas e saídas, emitir guias, regularizar pendências, solicitar isenções e acompanhar notificações. Em casos de inconsistências ou ausência de registro de saída, a norma prevê possibilidade de cobrança retroativa.
A fiscalização ficará a cargo de setores da administração municipal, incluindo meio ambiente, turismo e a subprefeitura de Monte Verde.





