O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (26), que o aumento do preço do óleo diesel não tem justificativa, especialmente considerando que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios do governo federal. Durante visita à unidade industrial da montadora Caoa em Anápolis (GO), Lula destacou que o aumento nos preços da gasolina e do etanol também não tem relação com a guerra no Oriente Médio.
“Estamos com a Polícia Federal e os Procons nas ruas para pegar as pessoas que estão tirando proveito dessa situação para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, afirmou o presidente.
Críticas à Guerra
Em seu discurso, Lula também criticou a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, destacando que os custos dessa guerra não deveriam afetar os brasileiros. Segundo o presidente, não é justo que a população brasileira pague o preço da guerra travada a 15 mil quilômetros de distância, uma vez que o Brasil importa 30% do óleo diesel consumido internamente.
“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil e isso reflita aqui, quando importamos 30% do óleo diesel”, disse.
Medidas do Governo
Lula reforçou que o governo federal criou subsídios e tem a Petrobras para garantir que o aumento nos preços não chegue ao consumidor. “Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando o preço da gasolina e do etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã”, completou o presidente.
O comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, tem sido monitorado de perto pelas autoridades e representantes do setor, devido aos distúrbios causados pela guerra no Irã, que afeta a cadeia global de petróleo. No Brasil, o governo adotou medidas para mitigar a escalada de preços, como a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais aplicados sobre o diesel.
Impacto no Brasil
O aumento do preço do diesel, que é utilizado principalmente em ônibus, caminhões e tratores, tem gerado preocupações no Brasil, uma vez que o país importa 30% do óleo diesel que consome. O governo federal, portanto, busca minimizar os efeitos da pressão internacional sobre o mercado de combustíveis, mas continua enfrentando resistência de revendedores que, segundo o presidente, estão abusando da situação.





