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Extrema vira destaque em Minas com auditoria que aponta passivo superior a R$ 18 milhões

A Prefeitura de Extrema apresentou, na noite de quarta-feira (1º), os primeiros resultados da auditoria técnica sobre a gestão municipal referente ao período de 2021 a 2024. O levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisas (IBGP), aponta indícios de inconformidades financeiras, administrativas, previdenciárias e patrimoniais que, segundo o relatório, representam um prejuízo estimado em mais de R$ 18 milhões aos cofres públicos.

A apresentação ocorreu no Cine Teatro Municipal e, de acordo com a administração municipal, faz parte da primeira etapa da prestação de contas da auditoria. Segundo a Prefeitura, o trabalho foi contratado após a transição de governo com o objetivo de realizar uma análise técnica independente da situação administrativa e financeira do município.

Entre os principais apontamentos do relatório estão possíveis falhas no recolhimento de contribuições ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Extrema (PrevExtrema), atrasos em recolhimentos previdenciários ao INSS, inconformidades na folha de pagamento, utilização de dotações orçamentárias em desacordo com a finalidade prevista, pagamentos de multas de trânsito com recursos públicos, além de despesas relacionadas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Segundo a auditoria, também foram identificados pagamentos referentes à aquisição de colchões e kits natalidade sem registros de entrada no estoque municipal, além da compra de itens como mochilas, bolsas, kits de churrasco e caixas de som com recursos originalmente destinados à aquisição de gêneros alimentícios.

O relatório aponta ainda um déficit estimado de R$ 36,64 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) para a conclusão de obras em andamento, além da existência de contratos firmados sem disponibilidade financeira em caixa.

De acordo com a Prefeitura, toda a documentação produzida pela auditoria foi encaminhada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e à Câmara Municipal, que deverão analisar os apontamentos e adotar as medidas cabíveis.

A administração municipal informou que esta corresponde apenas à primeira etapa da auditoria e que novas análises deverão ser apresentadas à medida que forem concluídos os trabalhos nas demais secretarias municipais.