Ação do MPMG e da Polícia Militar investiga organização suspeita de roubos e furtos de cargas, crimes em áreas rurais e comércio ilegal de armas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Pouso Alegre e da 2ª Promotoria de Justiça de Extrema, deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Piratas do Asfalto.
A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), por meio da 17ª Região da Polícia Militar, com participação do 59º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Extrema, e apoio de equipes do Tático Móvel do 20º BPM.
Segundo o MPMG, a operação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na Rodovia Fernão Dias (BR-381), entre Extrema e Campanha, envolvida em crimes patrimoniais cometidos com violência e grave ameaça, além de atividades relacionadas ao comércio ilegal de armas de fogo.
Foram expedidos pela Justiça oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, com cumprimento previsto nos municípios de Extrema, Itapeva, Camanducaia e Cambuí.
Ao final das diligências, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e cinco mandados de prisão foram efetivados. Ao todo, seis pessoas foram presas durante a operação. Também houve prisões em flagrante por suspeita de receptação, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.
Materiais apreendidos
De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades, foram apreendidos:
- 19 papelotes de cocaína;
- 1 munição calibre 9 mm;
- 16 celulares;
- R$ 10.481 em dinheiro;
- 1 notebook;
- 3 pássaros da fauna silvestre;
- materiais relacionados a três ocorrências de receptação.
Investigações começaram em 2025
As investigações foram iniciadas pelo GAECO Regional de Pouso Alegre em março de 2025. Conforme o MPMG, técnicas especiais de obtenção de provas, autorizadas judicialmente, permitiram identificar uma organização com estrutura considerada consolidada.
Segundo as apurações, o grupo estaria envolvido em furtos e roubos de cargas de caminhões às margens da BR-381. Os suspeitos monitorariam acidentes e veículos estacionados para realizar saques rápidos e fugir por rotas rurais previamente definidas.
Ainda de acordo com as investigações, as mercadorias seriam posteriormente repassadas a receptadores e distribuídas rapidamente.
O grupo também é investigado por furtos e roubos em sítios e chácaras nas áreas rurais de Camanducaia e Cambuí, em Minas Gerais, e Joanópolis, no estado de São Paulo.
Nessas ocorrências, segundo o MPMG, os criminosos utilizavam armas de fogo e praticavam violência física e psicológica contra as vítimas. As investigações apontam inclusive casos de tortura e uma ocorrência em que uma vítima foi baleada.
As apurações também identificaram suspeitas de participação dos integrantes em estelionatos eletrônicos, incluindo o golpe conhecido como “falso Pix”, além de crimes relacionados à posse, porte e comércio ilegal de armas de fogo.
Nome da operação
O nome “Piratas do Asfalto” faz referência aos piratas que historicamente praticavam roubos e saques em alto-mar. Segundo o MPMG, a denominação estabelece uma relação com a atuação investigada do grupo, que teria como alvo cargas e veículos em uma das principais rodovias do país.
Operação mobilizou 94 policiais
A operação contou com 94 policiais militares, 32 viaturas e um helicóptero, além da atuação coordenada com o GAECO Regional de Pouso Alegre e as Promotorias de Justiça de Extrema.
As investigações e os trabalhos realizados nesta quarta-feira integram as ações conjuntas das forças de segurança para o enfrentamento ao crime organizado na região Sul de Minas.







