O estado avança em uma mobilização histórica para o reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira como patrimônio cultural do estado e entra, agora, em sua fase mais decisiva: a adesão institucional e popular ao processo.
Lançada durante o 2º Fórum Regional de Cultura Cafeeira da Microrregião de Varginha, em 09 de abril de 2026, a iniciativa ganha força ao convocar oficialmente municípios cafeeiros, entidades representativas e a sociedade civil a formalizarem seu apoio por meio de instrumentos estruturados e acessíveis.
Alinhada à Deliberação CONEP nº 02/2025, a proposta estabelece a paisagem cultural como ferramenta de reconhecimento e valorização do patrimônio mineiro, destacando a cafeicultura como uma das mais relevantes expressões culturais do estado, resultado da relação histórica entre território, comunidades, produção e modos de vida.
Mais do que um reconhecimento simbólico, o processo depende da participação ativa dos territórios. Por isso, foram definidos três mecanismos principais de adesão:
- Anuência Municipal: documento oficial a ser aprovado pelos municípios cafeeiros, formalizando o interesse e o compromisso com o reconhecimento da paisagem cultural;
- Declaração de Apoio Institucional: destinada a cooperativas, associações, empresas, sindicatos e entidades do setor;
- Petição Pública de Apoio Individual: aberta à participação de cidadãos que desejam contribuir com o movimento.
Todos os documentos, modelos e orientações estão disponíveis na plataforma oficial:
https://cafe.amecultura.com.br/paisagemcultural
A coleta dessas manifestações será consolidada e encaminhada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, acompanhada de estudo técnico preliminar, formalizando o pedido de reconhecimento.
A iniciativa também posiciona Minas Gerais em diálogo com referências internacionais, como a Paisagem Cultural Cafeeira da Colômbia, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, reforçando o potencial mineiro de alcançar visibilidade global a partir da valorização de seus territórios e comunidades.
Com presença marcante em regiões como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Chapada de Minas, o café representa muito mais que uma atividade econômica, é identidade, tradição e desenvolvimento. O reconhecimento como paisagem cultural amplia oportunidades, incluindo acesso a políticas públicas, fortalecimento do turismo cultural, valorização territorial e integração entre cultura e economia.
Conduzida pela AME Cultura, sob coordenação de Platinny Paiva e Cristiane Maria Magalhães, a iniciativa se consolida como um chamado coletivo. “Municípios, instituições e cidadãos são convidados a formalizar seu apoio e contribuir diretamente para o reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira de Minas Gerais como patrimônio cultural do estado”, enfatizou Platinny.





